segunda-feira, 28 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
longe
É em toda a distância que te encontro. Deveria sim estar acostumado a estar tão longe de ti, de teu verde. Mas tem costume que não se acostuma, ocorre todo dia e sempre parece estranho e novo. Tento, então, vencer quilômetros e mais quilômetros, a cada metro.
As noites passam em preto, nem uma estrela é capaz de me mostrar um tom de azul, os postes amarelessem as ruas, as fachadas, minha pele. Tua rua parece mais deserta, mesmo quando finjo que tu não mora ali, mesmo quando mora em outro planeta, planeta luz.
Com o tempo as coisas mudam, a saudade cresce, perco a esperança de te abraçar após a janta destes dias sem cor. Planejo alegrias contadas durante os próximos sóis, aprendi a fingir felicidade, é até engraçado. Mas quando acordo e leio a esperança de te ver verbalizada, é amor, festa, devoção.
As noites passam em preto, nem uma estrela é capaz de me mostrar um tom de azul, os postes amarelessem as ruas, as fachadas, minha pele. Tua rua parece mais deserta, mesmo quando finjo que tu não mora ali, mesmo quando mora em outro planeta, planeta luz.
Com o tempo as coisas mudam, a saudade cresce, perco a esperança de te abraçar após a janta destes dias sem cor. Planejo alegrias contadas durante os próximos sóis, aprendi a fingir felicidade, é até engraçado. Mas quando acordo e leio a esperança de te ver verbalizada, é amor, festa, devoção.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Vozes sóbrias
Vinde vós, sombras do funesto despertar
Que nas brumas setentrionais escondeis vossas formas.
Vós que sepultais os belos e os vaidosos
Narcisos e dissimulados pecadores, mórbidos
Que nas brumas setentrionais escondeis vossas formas.
Vós que sepultais os belos e os vaidosos
Narcisos e dissimulados pecadores, mórbidos
Nos lânguidos reflexos de suas almas etéreas.
– Aproxima-vos!
Vedes o manto da decadência desfazendo-se em fábulas
E em mil novas orações forjadas com sangue e pó?
– Aproxima-vos!
Vedes o manto da decadência desfazendo-se em fábulas
E em mil novas orações forjadas com sangue e pó?
e só
não deve ser tudo isso
apenas estranho, claro
e só.
e além de encontrar
perigo de conhecer
e só
manter distância, claro
desejar estar próximo
e só
batalhar pelos olhos
pelo tempo, pela voz
e só
estar com você
e só
quarta-feira, 16 de junho de 2010
vazio (luto)
eu não quero falar sobre nada
e não quero falar sobre isso
queria falar sobre alguma coisa
e pode ser qualquer uma delas
ninguém sabe o que dizer
nem eu sei também direito
essas palavras carregam lágrimas
mas eu preciso falar de algum jeito
porque o silêncio me tortura.
e não quero falar sobre isso
queria falar sobre alguma coisa
e pode ser qualquer uma delas
ninguém sabe o que dizer
nem eu sei também direito
essas palavras carregam lágrimas
mas eu preciso falar de algum jeito
porque o silêncio me tortura.
do fundo da alma
Alma... Que alma?
Eu estava vazio.
Ela nunca percebeu quão grande era o seu desejo. Quando você perde o que mais ama, não lhe restam sonhos ou esperanças. Tudo são trevas e silêncio. Eu adentrei o trailer excêntrico e organizado, não compreendi por que tudo continuava como estava antes. Olhei pela janela da cozinha, vislumbrei o sol poente. Como era possível que o tempo continuasse passando? Observar as pessoas sorrindo, ouvir o gorjear dos pássaros. O mundo nunca pareceu tão injusto. Toda aquela felicidade perdia o sentido diante da dor que crescia gradativamente em mim.
Nossos lábios se uniram no beijo da morte, mas custei a entender o significado desse gesto. Os dias passavam lentos, as vozes eram sempre iguais, de timbres distantes. Os rostos pálidos espiavam pela janela, os rostos não mais pintados e as flores agora secas. Desenhei meu nome e o dela em todas as paredes, nada acontecia. Percebi que o meu eu estava há muito morto, e nela enterrado.
"Prometa-me que vai realizar todos os nossos sonhos."
Ela nunca percebeu quão grande era o seu desejo. Quando você perde o que mais ama, não lhe restam sonhos ou esperanças. Tudo são trevas e silêncio. Eu adentrei o trailer excêntrico e organizado, não compreendi por que tudo continuava como estava antes. Olhei pela janela da cozinha, vislumbrei o sol poente. Como era possível que o tempo continuasse passando? Observar as pessoas sorrindo, ouvir o gorjear dos pássaros. O mundo nunca pareceu tão injusto. Toda aquela felicidade perdia o sentido diante da dor que crescia gradativamente em mim.
"Uma última dança."
Nossos lábios se uniram no beijo da morte, mas custei a entender o significado desse gesto. Os dias passavam lentos, as vozes eram sempre iguais, de timbres distantes. Os rostos pálidos espiavam pela janela, os rostos não mais pintados e as flores agora secas. Desenhei meu nome e o dela em todas as paredes, nada acontecia. Percebi que o meu eu estava há muito morto, e nela enterrado.
''Eu sei e você sabe já que a vida quis assim...''
terça-feira, 15 de junho de 2010
lisarb
Assinar:
Postagens (Atom)




